segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

Nothing else matters!

never cared for what they say
never cared for games they play
never cared for what they do
never cared for what they know
and I know


Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de abraçar e tempo de afastar-se; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz.

(Eclesiastes, 3)

Raios de Sol com alma de Lua!

Será que alguém repara mesmo nos detalhes?
...(...)...

Doce Bolota!

" a fuga possível..."



se não os podes vencer..., limpa-os!... Pobre Tallulah!
às vezes há momentos assim...
vendida! não era eu que estava a trabalhar!

P.S Bolota dorme a meu lado, rendida ao ninho que Chocolate fez! Chocolate também terá a sua centena de fotos... para breve espero. Amo as minhas gatas... por instantes, elas deixam que eu pense que tudo está a meu lado... saddly some are no longer (t)here.

Foi Deus

Não sei
Não sabe ninguém
Porque canto o fado
Neste tom magoado
De dor e de pranto
E neste tormento,
Todo o sofrimento
Eu sinto que a alma
Cá dentro se acalma
Nos versos que canto

Foi Deus
Que deu luz aos olhos
Perfumou as rosas
Deu o oiro ao Sol
E prata ao luar
Foi Deus
Que me pôs no peito
Um rosário de penas
Que vou desfiando
E choro a cantar

E pôs as estrelas no céu
E fez o espaço sem fim
Deu luto as andorinhas
E deu-me esta voz a mim

Se canto
Não sei o que canto
Misto de ventura
Saudade, ternura e talvez amor
Mas sei que cantando
Sinto o mesmo quando,
Se tem um desgosto
E o pranto no rosto
Nos deixa melhor

Foi Deus
Que deu voz ao vento
Luz ao firmamento
E deu o azul às ondas do mar
Foi Deus
Que me pôs no peito
Um rosário de penas
Que vou desfiando
E choro a cantar

Fez poeta o rouxinol
Pôs no campo o alecrim
Deu as flores à Primavera
E deu-me esta voz a mim


Alberto Janes

domingo, 1 de Novembro de 2009

Rosas

P_A_I

Com três letras, em sonho perfeito,
Escrevo o teu nome: PAI.
No P encontro o Pão e encontro a Paz
E busco a força e a firmeza que a pedra traz...
No A sinto Amizade, encontro Amor
Persigo a Alegria e aceito a dor...
Acho no I a inteligência
Por hereditariedade...
E na minha inconsciência
Rompo as barreiras do medo
Para encontrar a verdade


Vasco Moreira, Vila Real de Santo António, 1982
Obrigada Vasco!

Fazes-me falta!


Bolota, Maria Bolota




Era assim de pequenina e de reguila.
O seu lema mantém-se: veni, vidi, vici... Não é minha... mas vai ser sempre minha de coração!

segunda-feira, 20 de Abril de 2009

"Ode ao Gato"

Tu e eu temos de permeio
a rebeldia que desassossega,
a matéria compulsiva dos sentidos.
Que ninguém nos dome,
que ninguém tente
reduzir-nos ao silêncio branco da cinza,
pois nós temos fôlegos largos
de vento e de névoa
para de novo nos erguermos e,
sobre o desconsolo dos escombros,
formarmos o salto
que leva à glória ou à morte,
conforme a harmonia dos astros
e a regra elementar do destino.



José Jorge Letria, in "Animália Odes aos Bichos"

Do Not Disturb!

...( )...

sábado, 18 de Abril de 2009

Junho 2006 - Abril 2009

Do not stand at my grave and weep
I am not there I do not sleep.
...
Do not stand at my grave and cry.
I am not there. I did not die.

quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Amor de Manas...(parte II)



Amor de Manas...







Fotos tiradas hoje após a enésima ida ao vet... Tallulah (a que não tem um catéter espetado na pata) e Shiva dormem profundamente depois de uma latinha de atum.

Bençãos...

Estou triste... muito triste...
A minha Shiva tem aquela doença de nome complicado.
Peço desculpa se a minha tristeza pode ofender sensibilidades. Claro que há tragédias maiores... a cada segundo que passa, morre uma criança à fome em Àfrica; há cada vez mais famílias, em Portugal, a viver no limiar ou até mesmo abaixo do limiar da pobreza; 300 mortos em Itália... milhares de desalojados... pessoas que perderam mesmo tudo... eu sei tudo isto e muito mais. Infelizmente, muito pouco ou nada posso fazer para evitar que estas tragédias aconteçam.
Paradoxalmente, sinto que, e tenho muitas graças a dar a Deus. Por tudo o que tenho - o amor e carinho da família e das amigas, saúde e trabalho. E contas feitas, só posso agradecer a presença desta bichana pouco sociável que, juntamente com a mana Tallulah, me faz sorrir, pensar e pôr muita coisa em perspectiva.
Seja qual for o desfecho, só posso estar grata por tudo... mesmo quando as lágrimas rolam cara abaixo.
Eu sei que é uma gata, mas disse S. Francisco de Assis que "Todas as coisas da criação são filhos do Pai e irmãos do homem. Deus quer que ajudemos os animais, se necessitam de ajuda. Toda criatura em desgraça tem o mesmo direito a ser protegida" e "Não te envergonhes se, às vezes, os animais estão mais próximos de ti do que pessoas. Eles também são teus irmãos." Eu não me envergonho...

Glomerulonefrite

A glomerulonefrite é uma doença imunomediada caracterizada pela deposição ou formação local de imunocomplexos na parede dos capilares dos glomérulos. Os glomérulos são as unidades funcionais dos rins.
Qual a etiologia da glomerulonefrite?
Os imunocomplexos que se depositam nos glomérulos podem ter diversas origens. Assim sendo, no cão, pode ter origem infecciosa: em vírus como o da hepatite infecciosa (contra o qual os cães devem ser vacinados), em bactérias como a E. Coli, em parasitas ( Erlichia,
Leishmania, Dirofilaria e Babesia).Nos gatos, vírus como o da leucemia felina (FeLV) ou da peritonite infecciosa (PIF); poliartrites produzem imunocomplexos que se depositam no rim causando glomerulonefrite. Esta patologia pode ainda ser imunomediada, ter origem tumoral (linfoma, mastocitoma,...) pancreática, idiopática ou hereditária.
Qual a incidência/ prevalência desta patologia?
Os cães e menos frequentemente os gatos são afectados.Alguns estudos indicam que os Labrador, Golden Retriever, Schnauzer miniatura e os Dachshunds de pêlo comprido são raças que apresentam esta patologia com relativa frequência.A idade média de apresentação da glomerulonefrite é 7 anos nos cães e não há predisposição sexual; nos gatos é aproximadamente 4 anos de idade e 75% dos animais afectados é do sexo masculino.
Quais os sinais?
Em casos iniciais o seu animal poderá apenas apresentar-se letárgico e com ligeiras perdas de peso e massa muscular. À medida que a deposição continua, poderá apresentar edemas, ascite (o que causará um aumento de peso) e atrofia muscular grave. Em casos mais graves, o seu animal poderá começar a beber e a urinar em maior quantidade (poliúria-polidipsia), apresentar anorexia (não come), náuseas e vómitos e ainda alterações respiratórias (dispneia, respiração ofegante). Convém detectar as alterações o mais precocemente possível e levá-lo ao seu Médico Veterinário.
Como diagnosticar?
O diagnóstico é feito pelo Médico Veterinário tendo em conta os sinais físicos, a análise urinária (proteinúria, relação proteína:creatinina), do hemograma, bioquímica sanguínea (hipoalbuminenia, hipercolesterolemia), electroforese das proteínas do soro sanguíneo. A radiografia e/ou ecografia são instrumentos úteis para descartar a possibilidade de outras patologias. Poderá ainda ser feita uma biópsia do rim para avaliar o nível da lesão contudo só deverá ser feita se não houver qualquer tipo de contraindicação como trombocitopenia, coagulopatias, outras lesões renais.
Qual o tratamento?
O tratamento deverá incluir várias vertentes: um correcto maneio do paciente e educação do cliente (quanto mais precocemente a doença for identificada e corrigida, melhor o prognóstico); actividade (restrita em casos de tromboembolismo); dieta (com pouco sal e com proteína em baixa quantidade mas de alta qualidade);medicação: visto que a glomerulonefrite é uma patologia imunomediada, a medicação passa ocasionalmente pela utilização de fármacos imunossupressores, por vezes poder-se-ão usar anti-hipertensores.
Prevenção:
Não cruzar animais afectados ou com suspeita de doença familiar.
Qual o prognóstico?
O prognóstico a longo prazo é reservado, geralmente a glomerulonefrite progride para
insuficiência renal crónica.
Hospital Veterinário do Porto

... e assim disseram...

Do not stand at my grave and weep
I am not there I do not sleep.


I am in a thousand winds that blow
I am the softly falling snow.
I am the gentle showers of rain,
I am the fields of ripening grain.


I am in the morning hush,
I am in the graceful rush
Of beautiful birds in circling flight,
I am the starshine of the night.


I am in the flowers that bloom,
I am in a quiet room.
I am the birds that sing
I am in each gentle thing.


Do not stand at my grave and cry.
I am not there. I did not die.


Author: Mary E. Frye (formerly attributed to Native American)